3 de setembro de 2017

06 | Bate-Papo Daily com: Arnica

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Na 6° edição da Zé Felipe Daily Magazine no mês de junho, batemos um bate-papo exclusivo com Carlos Henrique, mais conhecido por Arnica, assessor de Zé Felipe. Acompanhando o cantor desde o nascimento, ele tem muita história para contar e nos revelou uma muito engraçada, onde Zé foi o único que não saiu machucado. Confira abaixo, está imperdível!



DAILY: Há muitos anos é um fiel companheiro da família Costa. Sabemos também que conviveu com a dupla Leandro e Leonardo. Conte-nos um momento marcante que pôde viver junto a eles? E o que sente falta?
Desde criança eu convivo com eles. A minha família conhece a família do Leonardo há muitos anos, desde a época de Goianápolis, tanto é que meu pai tem um Centro Cultural e tem lá as coisas do Leandro e Leonardo, sobre a história deles, boletim escolar, tem muita coisa que relembra a história deles no começo de Emival e Luís. Fora isso, tem o convívio que tive com os pais do Léo, com a própria dupla e com os outros irmãos. Primeiro teve Leandro e Leonardo, também a dupla Tiãozinho e Alessandro, que é o irmão do Chitãozinho e Xororó com o irmão do Léo e teve o Carlos que fez dupla com o Nando. Depois de algum tempo se separaram e juntaram os irmãos (Carlos e Alessandro) para poder cantar, isso na década de 90 e nessa época trabalhei com eles. Depois vim trabalhar com os pais do Léo e depois com o José Felipe. Então assim, é muito legal porque a gente convive todo dia. Cada um (Leandro e Leonardo) tinha sua turma e cada um ia pra fazenda e para outros lugares. Praticamente a gente se via pouco, mas com os irmãos e com a família toda a gente sempre estava junto no final do ano e isso é muito gratificante. Até hoje eu passo o final de ano com eles. Primeiro com eles e depois na minha cidade com a minha família. E a gente fez durante muitos anos, quase dezesseis anos, um encontro na minha residência em Goianápolis com a família Costa e com a família Freitas, que é a minha, com futebol, truco, e o pai do Léo (Avelino) sempre ganhava troféu, porque sempre foi muito bom de truco. É muito gratificante trabalhar com eles. Trabalhei um tempo com a mãe do Léo (Carmem) na Casa de Apoio São Luís, que é uma casa de apoio ao câncer e também ao lado das irmãs dele, Fátima e Carmem Lúcia. Então, é muito gratificante essa história de vários momentos com a família.

DAILY: Sabemos que você e Zé Felipe são bem próximos, afinal, você o conhece desde que ele era recém-nascido. Como é seu dia a dia com ele por trás das câmeras? E qual momento inesquecível você viveu ao lado dele durante este tempo?
Quando ele é o cantor e eu sou o segurança e assessor dele a relação tem que ser a mais profissional possível, porque ele é o patrão, mas nos bastidores, além de trabalhar com ele e conviver com ele e morar com ele, a gente tem uma amizade muito grande. Eu o conheço desde que nasceu e praticamente na parte da adolescência até os onze anos não o via frequentemente, porque eu morava com os avós dele e ele com os pais. Depois quando eu fui morar com ele que peguei a adolescência dos doze anos pra frente até hoje, tivemos vários momentos inesquecíveis. O mais inesquecível foi quando ele resolveu cantar. A primeira vez foi à participação do DVD do pai dele, foi muito rápido, mas eu fiquei emocionado. O segundo momento foi o primeiro CD (Você e Eu), depois a sequencia do segundo (Proibido é mais Gostoso), porque cada projeto que faz a gente se emociona. O primeiro show dele que foi no Coração Sertanejo foi muito emocionante, o primeiro aniversário dele como cantor também foi maravilhoso, de lá pra cá, foram várias emoções que a gente vai vivendo em estrada e tudo. São muito boas às alegrias, também tem as tristezas e percalços, lógico, mas a gente supera trabalhando, porque é errando que se aprende, nós erramos muito, mas tentamos acertar também. A grande emoção foi o DVD, que está chegando agora e vocês poderão conferir o trabalho dele, particularmente, eu gostei muito e achei coisa de primeiro mundo. Tudo que ele fez foi pensando em vocês, fãs, e com certeza vocês vão admirar o trabalho dele como estou admirando, eu me emocionei nos bastidores junto com o Leonardo que estava no palco. Não tem como não chorar e se emocionar. Fico muito feliz de estar participando da família do Zé Felipe e da estrada, fora isso, participando também da vida dele em comum, que é com a dona Poliana, com o senhor Leonardo, os avós, as pessoas que são próximas, o Marlon que mora com a gente, primo e músico também. Tenho um carinho em especial com eles, e é a amizade que levamos disso tudo e graças a Deus tenho essa amizade com eles. É muito boa à relação patrão e empregado, e eu gosto muito de trabalhar com eles. 

DAILY: Na Mesma Estrada, é nome do novo trabalho do Zé, mas falando nesse aspecto o que você percebe de semelhança na vida artística e privada pai/filho? E como você lida com o assédio das fãs em busca de uma aproximação com Zé Felipe?
A relação pai e filho continua a mesma, a cumplicidade e o amor entre os dois e também com a Poliana é muito grande, eles são super francos e são como amigos mesmo, porque ele fala sobre tudo com eles. Com relação ao assédio, isso acontece, não só com o Zé Felipe, mas com todos os artistas porque as pessoas querem estar próximas. Eu tento ajudar o máximo possível com as fãs, porque sabemos que é difícil ter acesso com o artista, mas quando tem a oportunidade a gente deixa o máximo possível de aproximação pra ter esse contato. Algumas fãs ficam bravas com a gente, mas tem que entender, porque tem fã que nunca viu e aquelas que vê ele direto, não que não tenham valor, tem valor sim, porque elas vão em shows direto, participam das rádios, que tem um grupo de fãs e com certeza estão sempre com a gente, nas campanhas, em tudo que a gente pede, em tudo que fazemos em prol do artista, estão sempre lado a lado, caminhando junto e crescendo a carreia do Zé Felipe, então, a cada conquista do Zé Felipe a gente deve tudo a vocês. Eu sou um desses que preza a relação entre o fã e artista. Vocês me acompanham mesmo, sou um dos que defende vocês, tento ajudar e tento tratar bem, às vezes estamos apressados, no meio da correria, mas vocês entendem. Tem hora que saio como chato mesmo, porque trabalho é trabalho, mas eu tenho uma relação muito boa com os fãs e graças a Deus eu respeito às fãs e elas me respeitam, eu gosto muito disso, porque temos uma amizade e a cada lugar que a gente chega faço mais amizades. Vocês, que são porta voz do Zé, geralmente quando vamos fazer show em outra cidade, as outras fãs dessas cidades falam que vocês falam bem da nossa equipe, que tratamos todos bem e a gente fica satisfeito por vocês elogiarem nosso trabalho, ficamos satisfeitos por ter vocês com a gente e que continue nessa parceria por vários e vários anos, porque fã não pode acabar, tem que renovar a cada dia e vocês que são o combustível da carreira do Zé Felipe. Agradeço muito a vocês por tudo, porque ele ganha os prêmios através de vocês.

DAILY: Por você conhecer o Zé há tanto tempo, como foi pra você ver todo o sucesso que ele fez com a música "Saudade de Você" e como se sente vendo todo o sucesso que ele anda fazendo pelo Brasil a fora?
Eu fico muito feliz, porque você vê a pessoa crescer e amadurecer. Hoje o José está com 19 anos e mais maduro, lógico que de quando começou para hoje é outro patamar, afinal, já são três anos de carreira desde quando começou a gravar as pré, a ir para o estúdio, fazer o primeiro CD, os ensaios e o lançamento. De carreira tem mais de dois anos, mas desde o começo mesmo são três anos na estrada. Já faz três anos que a gente está aqui em São Paulo, então a gente fica satisfeito em ver o Zé Felipe crescendo como pessoa, como artista e só no crescimento. A carreira consolidada tem que se consolidar de que jeito: cada dia construindo um pouquinho, como se fosse uma casa. Então, o Zé fez primeiro o alicerce, começou a construir a base e agora está com as paredezinhas levantadas, falta cobrir, que cobrir é chegar ao ápice da carreira, que é chegar ao topo e quando chegar ao topo, continuar com a mesma humildade, perseverança e as coisas que ele mais gosta que é cantar, e não perder essa essência com vocês que são os fãs, que é o público dele e estar sempre renovando, sempre querendo mais, porque o artista precisa desse combustível de sempre querer mais para poder subir, mas sem passar por cima de ninguém, fazendo a própria carreira e fazendo seus próprios objetivos. Ele tem que lidar com o ápice, que é o sucesso maior, estar nas paradas direto e sempre fazendo música para vocês que é o mais importante o que o público dele gosta, então é isso aí, é o que eu acho.

DAILY: Conhecendo o Zé desde que ele nasceu, qual a história mais engraçada dele que já presenciou? E qual a maior dificuldade de estar sempre viajando e acompanhando o Zé?
Estavam Zé, Leandro, Pedrinho e Jorginho andando de quadriculo, só andam dois e estavam os quatro. Foram para o meio do pasto e o Zé Felipe pilotando em alta velocidade, pra eles na época, ele acelerou e foi para o pasto aí o Zé Felipe bateu no cupim e foram os quatro meninos pra cima. O Zé caiu em cima do Leandro e só ele que não machucou, os outros meninos ficaram todos ralados e para não contar, ficaram uns dois dias de camisa cumprida e não entraram no lago porque estavam machucados. Chegava a noite e eles iam jogar futebol e numa jogada o Zé esbarrou com o Leandro e só assim pra contar o que tinha acontecido. Tem muitas história engraçadas, tem a da banheira que ele sempre conta, que ele jogou uma bombinha e estourou a banheira do vizinho. Também tem a do chevette, que eu buscava ele na escola e quando ele ficava me irritando eu colocava o som bem alto na porta do colégio, ele abaixava, mandava eu correr e eu ficava andando devagarzinho apontando que ele estava lá dentro do carro, ele ficava bravo. A infância dele me divertiu muito, mas até hoje a gente se diverte com as brincadeiras, vocês mesmas são provas disso. 
A maior dificuldade de estar da estrada é ficar longe da família, apesar de nos considerarmos uma família com o pessoal que a gente trabalha, mas sinto falta dos meus pais, meus irmãos e meus sobrinhos. O coração fica doendo porque a família fica longe, fico muito tempo sem vê-los, mas é a profissão e a gente tem que estar na estrada, e quando vê é amor intenso. 

DAILY: Como você lida com ocasiões em que os fãs te pedem uma ajuda para chegar até o Zé e você nem sempre pode ajudar?
Eu lido com naturalidade. Eu falo para os fãs que tem informações que a gente não pode dar, porque a gente chega num lugar e outro, tem dois ou três compromissos e as fãs querem aproximar e às vezes não tem como, porque se a gente divulgar fica difícil cumprir todos, mas quando é rádio e TV, aí tem a própria divulgação da mídia e facilita para as fãs irem ao local. Agora na questão de ajudar a fã, a gente trata bem todas, pedimos sempre para elas montarem uma fila para cada uma chegar perto e conversar, porque se organizar tem como atender todo mundo bem e tem como conversar com o artista, agora se virar tumulto, não tem como atender ninguém, por isso tem que ir tirando as fotos e ir embora, mas quando fica organizado, fica mais fácil. É igual camarim, quanto mais rápida a fila for organizada, mais rápido o atendimento e ele atende mais gente, então, eu sempre peço para as fãs facilitarem isso pra mim. A gente tenta ajudar no máximo que pode, não tem como ficar 100% e falhas a gente tem, mas sempre tentamos fazer o melhor.

PERGUNTAS SELECIONADAS

@iliveforyouzf
Em relação a sua proximidade com a família, entre todos os irmãos qual dava mais trabalho? E qual foi a maior bagunça/teimosia deles?
João Guilherme era o mais custoso, mas todos faziam muita bagunça. A Isabela gostava de afogar a molecada quando chegava à fazenda e a Jéssica sempre foi tranquila, todos num grau normal. Matheus também sempre foi tranquilo, o Pedro ajudava a olhar todo mundo porque era o irmão mais velho, era tipo um paizão para eles e os mais custosos e bagunceiros eram o Zé e o João Guilherme. O João gostava de quebrar as facas e fincar nas bananeiras, colocava os abridores de garrafa pra levar embora pra casa e a última traquinagem que teve foi dele. Ele comprou balinha de menta e um fardo de coca e enterrava as garrafas até a metade, abria a coca pra colocar as balinhas e saía pra garrafa explodir, coisas normais de criança mesmo.

@cangacodozef
Em algum momento você teve que ser mais rígido com José? Quando e por quê?
Não, ele sempre foi tranquilo, graças a Deus.

@geovana_vilaca
Como é o Zé Felipe cantor e o Zé Felipe amigo? Ele dava trabalho quando era mais novo ou dá mais agora?
O Zé Felipe cantor tem os seus limites, e o José Felipe, filho do senhor Emival e da dona Poliana, era um garoto arteiro que gostava muito de brincadeiras, até hoje continua brincalhão, sempre gostou de fazer traquinagem. Ele não mudou essa essência, mas dividimos um pouco o Zé Felipe cantor do José Felipe, mas a relação é praticamente a mesma, só que hoje com um pouco mais de moderação com as coisas que posta e faz, porque antigamente não tinha todo esse cuidado que tem hoje, porque tudo que sai tem várias interpretações e por mais que ele ache algo divertindo, algumas pessoas terão outros pensamentos. Ele dava mais trabalho quando era mais novo e íamos a fazenda.

@agentedeusortezf
Se você recebesse uma proposta de emprego, na qual, fosse ganhar mais do que ganha atualmente trabalhando com o Zé Felipe, você aceitaria ou continuaria trabalhando com ele? Por quê?
Continuaria com o Zé. Eu já tive algumas propostas, mas por estar com o Zé há muito tempo e com a família, pesa muito nesse aspecto, mas se tiver uma proposta muito boa a gente tem que analisar e pensar no que é melhor. Não é um trabalho vitalício, então amanhã eu posso não estar com o Zé, mas até quando ele me aguentar, estarei com ele. Quando somos sondados por outras pessoas com propostas a gente fica feliz, porque estão reconhecendo o trabalho da gente, mas eu não penso em sair do Zé não.



O bate-papo faz parte da edição 2 em 1 da nossa revista | clique aqui para acessar
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